2025/03/20

Sugestão de leitura de um excelente leitor: "Caro Professor Germain - Cartas e excertos" de Albert Camus

 No dia 17 de Março de 2025 fui convidado pela Professora Celina a ler o livro Caro Professor Germain, de Albert Camus, e aceitei este desafio com entusiasmo. A leitura desta obra levou-me a refletir não apenas sobre o relacionamento entre Camus e o seu Mestre, mas também sobre o impacto que os professores podem ter na vida dos seus alunos.

Este livro reúne cartas e excertos de Camus, sendo a carta mais emblemática a que escreveu ao professor Germain, após receber o Prémio Nobel da Literatura. Nesta carta, Camus expressa uma profunda gratidão pelo papel que Germain desempenhou na sua formação, não apenas como educador, mas também como alguém que lhe abriu as portas para um futuro que de outra forma poderia ter sido inacessível dando-lhe conhecimento e a dignidade, ajudando-o a tornar-se o homem e o escritor que viria a ser.

Ao ler estas cartas, não pude deixar de recordar o professor António que marcou o meu percurso no ensino secundário e com quem mantenho contacto até hoje. A relação que se constrói entre aluno e professor pode ser muito mais do que um simples ato de transmissão de conhecimento. Um bom professor é um guia, um modelo de ética e dedicação, é alguém que pode inspirar os seus alunos a procurar o melhor de si mesmos.

Uma das frases que mais me tocou no livro foi: “ Creio ter respeitado, durante toda a minha carreira, o que há de mais sagrado numa criança: O direito de procurar a sua verdade.” Esta ideia ecoa profundamente comigo, pois um verdadeiro Educador não impõe, mas orienta.

Este livro não é apenas um testemunho de gratidão, mas também um lembrete da importância dos professores na construção de um mundo mais justo e humano. Muitas vezes, na correria do quotidiano, esquecemo-nos de agradecer àqueles que nos ajudam a crescer. Camus não se esqueceu, e o seu exemplo inspirou-me a valorizar e a reconhecer o impacto que um verdadeiro mestre pode ter.

 Obrigado, ao meu professor António, ao meu mentor e ao meu amigo.

 Com eterna gratidão,

PS: Esta carta irias receber quando eu terminasse a licenciatura em forma de dedicatória mas depois de ser impactado com este livro decidi reconhecer-te mais cedo por tudo que fizeste por mim.


Caro Professor António Sousa,

Escrevo-te hoje com o mesmo respeito e gratidão que sempre tive por ti, mas também com a consciência mais clara do impacto que tiveste na minha vida. Tal como Albert Camus dirigiu as suas palavras ao Professor Germain, reconhecendo nele um dos pilares do seu percurso, eu escrevo-te hoje para te dizer que, sem o teu exemplo e a tua orientação, o meu caminho teria sido bem diferente.

Foi na Escola Secundária Dom Manuel Martins que te conheci, num tempo  em que ainda procurava o meu lugar no mundo da informática. Foste mais do que um professor; foste um farol que iluminou o percurso de um jovem cheio de dúvidas, mas com vontade de aprender. Com o teu jeito calmo, ensinaste-nos que a informática não é apenas uma questão de códigos e máquinas, é um campo de descobertas constantes, onde dedicação e curiosidade fazem toda a diferença.

Recordo-me das primeiras vezes que partilhei contigo o meu desejo de seguir esta área e começar logo a trabalhar. Enquanto muitos viram um simples aluno com um sonho, tu viste o potencial que podia ser desenvolvido. Acreditaste em mim muito antes mesmo de eu próprio o fazer. Esse voto de confiança foi a força invisível que me empurrou para seguir em frente, mesmo nos momentos em que duvidei das minhas capacidades.

A tua influência não resumiu à técnica, Como Camus escreveu ao seu professor, “ sem si, sem essa mão afetuosa que estendeu ao pequeno que eu era, sem o seu ensino o seu exemplo, nada do que fiz teria existido.” Também eu posso dizer que os valores que me transmitiste - a ética no trabalho, a importância da colaboração, a necessidade de nos mantermos sempre atualizados - continuam a guiar-me todos os dias. Foi contigo que aprendi que o conhecimento não se esgota e que a melhor forma de honrar é partilhá-lo.

Agora, tantos anos depois, cada vez que acolho um estagiário e ensino algo, vejo-me no papel que outrora foi teu.  Tento transmitir-lhes a mesma dedicação e o mesmo entusiasmo que vi em ti. Tento ser para eles, ainda que em pequena escala, aquilo que tu foste para mim. E isso, mestre é o maior testemunho da tua influência: o reconhecimento que me deste não ficou apenas comigo, mas continua a espalhar-se, chegando a outros, como uma corrente que nunca se vai quebrar.

Há professores que ensinam, e há professores que marcam uma vida inteira. Nunca poderei retribuir o suficiente tudo o que fizeste por mim, mas posso garantir-te que a tua herança continua viva em cada passo que dou e em cada jovem que ajudo a crescer. 

 Obrigado, meu professor, meu mentor e meu amigo.

 Com eterna gratidão,

2025/03/14

Livros à Conversa

No dia 10 de março, a biblioteca escolar voltou a dinamizar a atividade "Livros à Conversa", um verdadeiro ponto de encontro para a comunidade escolar adulta. Aqui, os apaixonados pela leitura recreativa, reúnem-se para partilhar as suas experiências literárias, explorar novos mundos através das palavras e trocar opiniões sobre os seus livros e autores favoritos. Este evento proporcionou um ambiente intimista e inspirador, onde cada participante expressou as suas emoções e preferências literárias. 



2025/02/23

Dia Mundial da Língua Materna

 No dia 21 de fevereiro celebrou-se o Dia Mundial da Língua Materna e a data foi assinalada com uma partilha riquíssima de poemas, canções, danças e gastronomia, celebrando as diversas línguas maternas e culturas que existem na escola. Contámos com a presença do diretor, professor José Patrício e da Dra. Augusta Trindade, escritora, que nos apresentou o seu livro "Melissa". Terminámos com uma partilha gastronómica onde os diferentes sabores fizeram as delícias de todos os participantes! Obrigada aos professores da disciplina de Português Língua Não Materna, que colaboraram com a BE nesta atividade.