2º CICLO
Um barco perdido numa noite de tempestade. As ondas batiam
violentamente na praia, o mar parecia querer engolir o barco, mas este
resistia. Ele trazia uma carga importante, um tesouro de … moedas de ouro que
brilhavam muito.
A tripulação estava preocupada com a violência da tempestade,
quando de repente…avistaram um navio e, como a tempestade era forte, os navios
chocaram acidentalmente.
Os marinheiros agarraram-se aos destroços e foram nadando à
procura de socorro. Um marinheiro começou a olhar fixamente para o horizonte e
…viu uma ilha tropical, com uma montanha verdejante.
O marinheiro nadou até à praia. Cansado, adormeceu
profundamente. Quando acordou resolveu construir um abrigo, mas antes disso
decidiu explorar a ilha. Durante o seu percurso, percebeu que se tratava de uma
ilha deserta, algures no Pacífico. Parecia um paraíso, mas algo o assustava. Ouvia
sons estranhos, via sombras desconhecidas…
Subitamente, um barulho atraiu-o a um arbusto e ele resolveu
investigar. Espreitou por entre os ramos e encontrou uma estranha criatura.
Parecia um rato, mas tinha asas e o melhor de tudo é que conseguia falar!
Apesar de esquisita, a criatura era simpática. Olhou para si
e, numa voz fininha, disse:
- Tem cuidado, nesta ilha há monstros!
A seguir convidou-o para se esconderem na sua gruta. Para seu
espanto, na sua gruta havia pessoas perdidas na ilha, à espera de serem salvas,
juntamente com a família da criatura.
- Mas eles falam português? – perguntou o marinheiro.
- Alguns – respondeu a criatura.
- E de que espécie és tu? – disse o marinheiro.
- Sou uma criatura de Deus, sou um rato para passar
despercebido e tenho asas, que é o sinal de liberdade. Mas podes chamar-me
Dass.
- Eu sou Nicolau Peres, marinheiro português de Setúbal.
Dass levou Nicolau até aos que também tinham ido parar àquela
ilha e apresentou-o.
Todos o rodearam, apresentaram-se e começaram a falar. Cada
um contou a sua história.
Nicolau, depois de os
ouvir, sugeriu
- Não podemos continuar aqui para sempre. Temos que enfrentar
e derrubar o monstro. Depois, precisamos de começar a pensar numa maneira de
sairmos desta ilha.
Então, combinaram todos uma reunião para decidir a melhor
maneira de enganar o monstro e sair da ilha.
- Vamos procurar materiais para construir uma jangada-
sugeriu um.
- E podemos manter uma armadilha para apanhar o monstro -
disse outro.
- Eu faço de isco e tento atrai-lo - ofereceu-se, Nicolau
Peres.
- Em seguida, vocês podem amarrá-lo…..
Será que o apanharam??? Será que conseguiram fugir???
3º CICLO
Era uma vez um grupo de amigos que foi de férias para o Algarve
e decidiu acampar perto do mar para praticarem surf.
O grupo era
constituído por dois rapazes, o João e o Alberto, e duas raparigas, a Joana e a
Mariana.
O João, que era o mais alto dos rapazes, tinha olhos
castanhos e usava óculos. O Alberto era aventureiro e muito curioso apesar do seu
aspeto frágil. A Joana, muito tímida e pacata, era loira e bonita e de olhos
verdes. A Mariana, que tal como o Alberto também gostava de uma aventura, era
alta, de cabelo encaracolado e com madeixas e tinha os olhos cor de mel.
No acampamento onde se encontravam, havia outro grupo que
costumava organizar competições de surf e, mal os viram tirar as pranchas da
carrinha, meteram conversa e convidaram-nos a participar no próximo torneio.
Na manhã da competição, estava muito nublado. O João acordou
e foi ter com os seus amigos. Estavam todos exaltados. A Mariana tinha desaparecido.
Andaram à procura dela e nem sinal da sua amiga.
Mais tarde, o Alberto foi à tenda do João e este também tinha
desaparecido.
Era ainda cedo quando os dois saíram do acampamento. Estavam
a passear juntos pela praia quando, na encosta de uma falésia alta, descobriram
a entrada de uma gruta. Exploraram-na minuciosamente, encontrando diversos
conchas e búzios. À saída, depararam-se com um buraco enorme. Estavam os dois a
observar a cova quando, de repente, são empurrados por uma sombra.
A Mariana caiu na cova escura e funda. Imediatamente, o João
foi chamar os amigos e correram todos em socorro da amiga. Quando lá chegaram,
ficaram contentes, mas pasmados, porque a Mariana já estava fora do enorme
buraco a conversar com o surfista do outro grupo.
- Que bom!-disse a Joana, correndo para os braços da amiga.
- Não te preocupes Joana, foi só uma brincadeira…
- …De mau gosto, não sei Ivo?!-completou o João.
- Bem, então! Ninguém tem fome? Ainda não tomámos o pequeno –
almoço. Disse a Mariana.
- Tens razão. Estou cheio de fome, respondeu o João. Vamos ao
café da vila.
Quando chegaram ao café, ficaram bastante indecisos sobre o
que iriam comer. O empregado, habituado a lidar com jovens hesitantes,
aconselhou-os a comerem a especialidade da casa: panquecas com mel e sumo de
laranja natural.
Acabando de comer, os amigos foram todos para a praia para
participar no concurso de surf. No entanto, a Mariana esqueceu-se da sua
prancha no café e começaram a dançar Harlem Shake…
Uns velhotes que
estavam à porta do café observavam os jovens e abanavam a cabeça, com ar de
censura. O empregado do café aproximou-se e disse:
- A vila precisa deste movimento e da alegria desta juventude.
Já repararam no movimento que anda por aí?
O empregado convidou os melhores a dançar. No início, eles
hesitaram, mas depois foram contagiados pela energia da música dos jovens.
Batiam o pé e abanavam as canadianas.
Quando o empregado voltou para dentro do café, deparou-se com
a máquina registadora escancarada e sem moedas de 5 cêntimos. Desesperado,
correu lá para fora, mas no caminho agarrou numa das canadianas dos velhinhos e
ameaçou os jovens:
- Foram vocês? Ninguém se mexe, ninguém sai daqui até eu
chamar a polícia, senão levam!
Passados dez minutos, chegou a autoridade da vila que era,
nada mais nada menos, do que o comandante Juvenal Hortênsio que, de imediato, se
sentou na esplanada e começou a interrogar os jovens. Estes davam sempre a
mesma versão, não sabiam o que tinha acontecido. Nesse momento chegou o Tózé,
neto do dono café, que tinha ido trocar as moedas ao bar da Vanessa. Resolvida
a situação, os jovens ganharam panquecas extra.
Os jovens foram então para o concurso de surf, sendo o grande
vencedor o João.